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AD Esposende rejeita versão da AVE e garante que quer manter o voleibol no clube

A Associação Desportiva de Esposende (ADE) veio esclarecer publicamente a sua posição sobre o futuro do voleibol no clube, na sequência da Assembleia Geral realizada a 3 de setembro, quando já era conhecida a posição assumida pela Associação/Academia de Voleibol de Esposende (AVE). A direção da ADE rejeita que a decisão tomada determine o fim da modalidade e garante manter abertura para encontrar uma solução.

O futuro do voleibol em Esposende voltou a estar em discussão. Em comunicado, a Associação Desportiva de Esposende afirma discordar “em absoluto” da versão dos acontecimentos anteriormente assumida pela AVE, por considerar que esta não reflete o que ocorreu na Assembleia Geral do clube.

No documento, a ADE reconhece as circunstâncias que estiveram na origem da criação da AVE e o trabalho desenvolvido por aquela instituição em prol da modalidade. Sublinha, contudo, que pretende preservar o voleibol no seu próprio projeto desportivo.

Segundo a direção da ADE, a divergência surgiu perante um pedido da AVE para a transmissão gratuita dos direitos desportivos de todas as equipas de formação. A direção entendeu que lhe competia defender o património desportivo do clube e apresentou uma alternativa de colaboração entre as duas instituições.

ADE propôs divisão dos escalões entre as duas instituições

A proposta apresentada previa que a gestão administrativa, técnica e financeira da modalidade ficasse a cargo da AVE, assim como a vinculação àquela associação dos atletas pertencentes aos escalões anteriores a Cadetes.

A partir do escalão de Cadetes, os direitos desportivos permaneceriam na AD Esposende, incluindo Cadetes, Juvenis, futuros Juniores e Seniores. O modelo aplicar-se-ia tanto ao voleibol feminino como ao masculino.

A proposta contemplava ainda que a AVE desenvolvesse o seu projeto de formação e desporto escolar até ao escalão imediatamente anterior aos Cadetes e que fosse celebrado entre as duas entidades um “protocolo duradouro e exclusivo”.

Na perspetiva da direção da ADE, esta solução permitiria à AVE desenvolver o seu projeto formativo com autonomia, garantindo simultaneamente que os escalões de formação avançada e Seniores continuassem a representar a Associação Desportiva de Esposende.

Assembleia Geral rejeitou transferência integral dos direitos

De acordo com o comunicado, a proposta foi submetida aos associados numa altura em que a posição da AVE já era conhecida.

A Assembleia Geral rejeitou a transmissão gratuita e integral dos direitos desportivos de todas as equipas para a AVE e aprovou, por maioria, a alternativa apresentada pela direção da AD Esposende.

É neste ponto que a ADE procura contrariar a interpretação de que a decisão inviabilizou o projeto da AVE ou significouo desaparecimento do voleibol.

“A proposta aprovada não determinou o fim da modalidade nem impediu a existência ou o desenvolvimento da AVE”, sustenta a direção, acrescentando que o objetivo passava por criar condições para uma colaboração entre ambas as instituições, respeitando a identidade, história e interesses de cada uma.

Corte de relações foi decisão “unilateral”, diz ADE

O comunicado revela ainda um agravamento das relações entre as duas entidades.

Segundo a AD Esposende, a decisão da direção da AVE de “cortar relações institucionais com a ADE” já era conhecida antes da Assembleia Geral e foi unilateral, não resultando, sustenta o clube, de uma recusa da Associação Desportiva de Esposende em colaborar.

A direção da ADE lamenta ainda que esteja a ser transmitida aos atletas, encarregados de educação e restante comunidade uma versão que classifica como “incompleta”, suscetível, na sua perspetiva, de provocar divisões.

Apesar da divergência, o clube afirma respeitar atletas, treinadores, dirigentes e famílias que contribuíram para o desenvolvimento do voleibol em Esposende e assegura não pretender “alimentar conflitos” ou personalizar as diferenças existentes.

“A nossa posição é de abertura ao diálogo”

Na parte final do comunicado, a direção da Associação Desportiva de Esposende deixa uma garantia quanto ao futuro da modalidade.

“A nossa posição é, e continuará a ser, de abertura ao diálogo e à construção de soluções”, afirma.

A ADE acrescenta que defender os seus interesses não significa agir contra a AVE, mas antes proteger aquilo que considera ser a história e o património desportivo de uma instituição que, ao longo dos anos, proporcionou a centenas de atletas a possibilidade de praticarem voleibol e representarem Esposende.

O clube garante, por isso, que continuará “empenhado em assegurar a continuidade da modalidade”, respeitando a decisão tomada pela Assembleia Geral e procurando uma solução que coloque os interesses dos atletas e do voleibol de Esposende acima das divergências institucionais.

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